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Libertário Tiradentes

Esqueceu de pedir licença para respirar
O nosso verde amarelo braço azul anil
Chegou ao mundo para ferir incomodar
Interesses leoninos opressores do Brasil

Ocupava um importante posto mediano
Desdenhava o comodismo de oficialato
Coragem acima de um simples humano
Brotava nesta Terra o patriotismo inato

Aprendeu a interpretar gritos doloridos
Então sufocados nas gargantas das ruas
Martelos dominadores sempre erguidos

Era século dezoito e colônia portuguesa
Anseios de liberdade nos nossos gerais
O Tiradentes atrevido sem língua presa
Da maçonaria fazendo intrigantes sinais

Um olhar enviesado desafiando a morte
Inquietante atacando maus exploradores
Soberania é a pronunciada palavra forte
Resistindo até o sangue sobre traidores

Joaquim José arrancando dentes podres
Dos Silvérios dos Reis cravados no país
Sanguessugas sobrepostos nas jugulares
Devemos anestesiar as traições pela raiz

Esse mártir nada aprendeu sobre o medo
Nosso inconfidente zombou do carrasco
Retalhado como por dentro foi Tancredo
Para toda a injustiça o sentimento asco
Seus pedaços ponteando livros escolares
Não passam de inútil espetáculo chocante
Se a cruz e a forca dos heróis seculares
Não forem luz e viva voz para estudante